Sunday, March 26, 2006

Depoimento - Dr. Duarte Klut

MÁIO RIVA – PINTOR

O PLANETA DE UM REVOLUCIONÁRIO TELEOLÓGICO

MÁRIO SILVA – ADVOGADO – INVESTIGADOR E MÚSICO!!!

MÁRIO RIVA – PINTOR

DOIS MÁRIOS – Um só Homem: sonhador; preocupado; ocupado com os fins e finalidades da sua / nossa Existência, em suma, com a HUMANIDADE – HOMINI, QUO VADIS?
O Torvelinho da existência patenteado nas dualidades – Paz/Guerra; Amor / Ódio; Calma / Tumulto; Ordem/ Caos; Alfa / Ómega – é retratado nos variegados quadros de Mário Riva – na sua constante busca para alcançar a Resposta, no seu afã revolucionário. Revolucionário no verdadeiro contexto do conceito de REVOLUÇÃO – ou seja a Mudança Integral da SOCIEDADE em constante sobressalto na busca de um PROJECTO Inacabado / Inalcançado!!!
- Para Quê Nascemos?
- Para Quê Vivemos?
- Porque Perecemos?
Destas interrogações emergem as dúvidas dos Mários que conduzem à sua investigação, à sua constante PREOCUPAÇÃO / INQUIETAÇÃO:
- O que é a Vida?
- Para que serve?
- Como acaba?
- ACABA? – Será que Acaba?!! – Como admiti-lo?
A sua perturbação e preocupação Teleológica, concretamente apreendida na sua escrita, sentida na sua música, é (será?) mais abstracta na sua Pintura de uma PALETA multifacetada, de traços muito peculiares – reveladores de anseios, dúvidas, indagações, mas também revelando sempre a inconstante Procura da (s) Eterna (s) Resposta (s).
São os Rostos invisíveis, mas perceptíveis por detrás das figuras de costas; outras vezes presentes, mas duplas, ou ainda a Imagem mais diáfana da figura feminina.
A Obra Pictórica rica na sua diversidade – (Intemporal, mas sempre localizável nos nossos Tempo e Espaço) nas suas soluções técnicas e nas suas cores – ora fortíssimas, ora suaves, ora ténues, mais quentes ou mais frias – revela – nos os seus Estados de Alma, os contrastes da Vida – enfim, as suas Angústias e talvez também as suas Decepções! Entre muitos exemplos possíveis, o quadro dedicado a Veneza parece demonstrar o que afirmamos! – No primeiro pleno, por detrás das Gôndolas que saltam nas águas revoltas – contempla-se uma fina e austera Veneza – retratada na Arquitectura Geométrica da Renascença – realçando o Caos e a Ordem – mas também a fé na Esperança – revelada nas tonalidades cromáticas – de que à Tempestade se seguirá a Bonança. Eis a visão do Revolucionário – que critica, mas que tem a Esperança, apesar da Dúvida, de que o Mundo caótico da Actualidade mudará para Melhor – tal como Rio (RIVA) que, apesar dos redemoinhos, flui para a FOZ ao encontro desejado da sua quietude e da sua serenidade.
Os Mários interrogam-se a procurarem também a sua serenidade, a sua Finalidade Existencial! Essa busca tem como demiurgo o SONHO – que, talvez seja o REAL e não o VIRTUAL como sempre afirmamos. A Revolução dos Mários talvez seja essa – demonstrar que a REALIDADE, como a concebemos, não Existe! É ela também Virtual. O que existem são Realidades várias que buscam uma VERDADE a que talvez o HOMEM nunca terá acesso, por Incapacidade Nata!!!
Será que é isto que o (s) Mário (s) nos quer (em) Revelar, Dizer, Demonstrar?
Nas minhas incertezas e incapacidade para caracterizar uma Vida e Obra tão rica, complexa e profunda, porventura poderei concluir com esta ideia:
O (s) Mário (s) – Ser que se completa na Escrita, na Música e que, na sua Paleta, transforma todas estas riquíssimas formas de expressão no seu PLANETA!!!

Com estima e a mais profunda admiração do:
Duarte Klut

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